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Pensamento Político Antigo e Medieval

Código 15463
Ano 3
Semestre S1
Créditos ECTS 6
Carga Horária OT(15H)/TP(45H)
Área Científica Ciência Política
Objectivos de Aprendizagem -- Cognitivos: no final do processo de ensino-aprendizagem, tanto por escrito como oralmente, o/a aluno/a deve ser capaz de:

1. Determinar com propriedade a expressão “homem animal político”, bem como as principais noções que estruturam os tópicos do programa (nómos, demos, seisáchtheia, eunomía, pólis, díke, kratós, koinonia, ordo, hierarchia, iustitia, civitas, auctoritas, potestas, regnum, …);
2. Reconhecer as teses e os argumentos dos textos estudados, bem assim de os situar, de os relacionar e de os discutir criticamente;
3. Questionar-se sobre a natureza simultaneamente teórica e prática do político e sobre os limites da justificação racional no que diz respeito às relações entre a ‘boca’ (o que se diz) e a ‘mão’ (o que se faz);
4. Emitir juízos críticos fundamentados acerca de factos, fenómenos, processos histórico-políticos estudados, v.g., a relação entre poder e violência, a progressiva emancipação, dessacralização e secularização do poder político, no Ocidente;
Conteúdos programáticos 1. Introdução e apresentação: professor, alunos/as, programa, metodologias, avaliação e materiais de trabalho. Interrogações preliminares em torno do «ánthropos phýsei politikòn zoon».

2. As origens pré-clássicas do poder político: as intuições originárias de nómos, demos, e eunomía em Sólon de Atenas. O alcance político da seisáchtheia.

3. O fundamento ético do poder de governar na antiguidade clássica: as noções de pólis em Platão e de koinonia em Aristóteles. O apolitismo de Sócrates.

4. A legitimação teológico-política do poder de cima para baixo e a ordenação hierárquica da sociedade na Idade Média: as ideias bíblico-romanas de 'ordo', 'civitas' e 'iustitia' em Agostinho de Hipona, de 'hierarchia' no Pseudo-Dionísio, e de 'regnum' em Tomás de Aquino. A afirmação paroxística do poder papal («plenitudo postestatis papalis», na 'Unam Sanctam' de Bonifácio VIII) e sua crise na primeira metade do séc. XIV.
Metodologias de Ensino e Critérios de Avaliação Considerando a índole hermenêutica e reflexiva da disciplina, a metodologia das horas de contacto compreenderá a apresentação, a exposição e a explicação sistemática dos temas do programa, diálogo e debate com os/as alunos/as, leitura conjunta e comentário crítico de textos e/ou de outros materiais de trabalho. As OT’s serão utilizadas para esclarecimento de dúvidas, questões de ordem metodológica, indicações de pesquisa bibliográfica, e para outras solicitações dos alunos/as.

A avaliação constará de duas provas de frequência: a primeira no dia 8 de novembro de 2021 (35%), e a segunda, global, no dia 03 de janeiro de 2022 (50%).
Bibliografia principal — Fontes (leitura indispensável):
AA., «Rex Pacificus», ... in: Igreja e Estado: Teorias Políticas e Relações de Poder no Tempo de Bonifácio VIII e João XXII, Braga, 2016, pp. 83-130.
AGOSTINHO de Hipona, A Cidade de Deus, Lisboa: FCG, 2018 (livro XIX).
ARISTÓTELES, Política, Lisboa: Vega, 1998.
JEAN QUIDORT de Paris, Sobre o poder régio e papal, Petrópolis: Vozes, 1989.
PLATÃO, República, Lisboa: FCG, 2001.
PLUTARCO, Vidas Paralelas. Sólon e Publícola, Coimbra: UC, 2012.
SÓLON de Atenas, “Fragmentos”, in: Hélade: Antologia da Cultura Grega, Coimbra: UC, 1998.
TOMÁS de Aquino, “De Regno”, in: Escritos Políticos de Santo Tomás de Aquino, Petrópolis: Vozes, 1997.

— Textos e Estudos (leitura e consulta complementar): indicados no próprio Programa.
Língua Português
Data da última atualização: 2022-01-31
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