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CICS-UBI investiga benefícios da cereja para a saúde

  2017-08-03       UBI     Faculdade de Ciências da Saúde

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Aquele que é um dos produtos da região com maior reconhecimento pela sua qualidade está a ser estudado no Centro de Investigação em Ciências da Saúde. As propriedades antioxidantes e a possibilidade de contribuir para o tratamento do cancro da próstata são indícios da mais-valia deste fruto.

A cereja produzida na Cova da Beira, mais precisamente aquela que tem origem no concelho do Fundão, está a ser estudada por investigadores da Universidade da Beira Interior (UBI), no que respeita aos benefícios que este fruto tem para a saúde. O trabalho realizado até ao momento no Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS-UBI) já concluiu que o produto apresenta propriedades antioxidantes, ou seja, possui componentes capazes de prevenir doenças, mas também abre a possibilidade para a utilização de alguns destes componentes na prevenção e/ou no tratamento do cancro da próstata.

A investigação do CICS-UBI em torno da cereja já deu origem a algumas dissertações de mestrado em Biotecnologia, Ciências Biomédicas e Ciências Farmacêuticas e começou há cerca de três anos, impulsionada pela docente e investigadora da Faculdade de Ciências da Saúde e do CICS, Ana Paula Duarte.  A primeira tese, em Ciências Farmacêuticas, foi apresentada em 2015 e versou sobre o estudo do componente da cereja responsável por promover padrões de sono saudáveis.

Depois da avaliação das características de várias variedades, o foco passou a dirigir-se para a cereja “Saco”, que é a típica dos cerejais do Fundão, porque foi a que revelou o maior potencial na prevenção de doenças como o cancro, as cardiovasculares, as neurodegenerativas e processos inflamatórios. Ana Paula Duarte sublinha que os estudos “comprovaram claramente que a cereja, em termos gerais, tem características antioxidantes bem marcadas, mas foi interessante verificar que a cereja “Saco” foi a que mostrou melhores propriedades”.

Por esse motivo, esta variedade foi a escolhida para prosseguir a investigação em outras áreas biológicas, nomeadamente na parte da avaliação da atividade antitumoral, relativamente ao cancro da próstata. Já com a parceria de outra investigadora do CICS-UBI, Sílvia Socorro, foram encontrados alguns resultados promissores em termos do estudo da atividade em linhas celulares de cancro. Neste aspeto, descobriu-se que extratos de cereja “Saco” diminuem a proliferação celular das células de cancro da próstata, apesar de Ana Paula Duarte avançar que “são ainda resultados preliminares”, sendo necessário “aprofundar mais a investigação”.

A cereja é ainda estudada no CICS-UBI para a avaliação das suas eventuais propriedades antidiabéticas e existe um projeto financiado pelo Programa Operacional Regional do Centro em consócio com a CerFundão, “Cereja do Fundão confitada com mel e carqueja como promotora da saúde”, da responsabilidade do investigador de pós-doutoramento Luís Silva.

A cereja é um dos produtos da região com maior reconhecimento no mercado e o CICS-UBI consegue, com esta investigação, ter um papel impulsionador de uma das mais-valias da Cova da Beira, na vertente da saúde, para a qual está altamente especializado enquanto unidade de Investigação e Desenvolvimento (I&D). A importância deste trabalho foi reconhecida também pela Câmara Municipal do Fundão, que financiou uma parte da investigação realizada até agora.

“O nosso Centro de Investigação tem também a missão de estabelecer pontes com a região onde se localiza. Tentar arranjar uma mais-valia para um produto da terra é extremamente importante”, sublinha Ana Paula Duarte, que é também coordenadora científica do CICS, unidade de investigação classificada com “Muito Bom”, pela Fundação para a Ciências e Tecnologia (FCT). “Sabemos que a cereja está com um marketing muito bom, mas se nós conseguirmos mostrar uma vantagem a este nível será excelente e cumprirá também com o propósito principal do CICS-UBI de trabalhar para o diagnóstico e tratamento dos problemas de Saúde que afetam a sociedade contemporânea”, conclui a investigadora.

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Data da última atualização: 2017-08-03
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