Projeto do CICS-UBI inicia nova linha de estudo de patologias biliares

Unidade de investigação   24 de julho de 2018

Os investigadores Ignacio Verde e Jorge Luiz dos Santos vão estudar a colangiopatia isquémica, que amplia a área de intervenção da investigação em Ciências da Saúde da UBI.

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Um projeto de investigação iniciado este mês na Universidade da Beira Interior (UBI) vai procurar novas formas de tratamento na colangiopatia isquémica, uma lesão que ocorre nos canais que envolvem a ligação entre o fígado e a vesícula biliar. O estudo decorre no Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS-UBI) e marca o início de uma nova linha de intervenção na UBI, relacionada com patologias biliares.

Com a designação IsChoHep - Colangiopatia isquémica em condições de disfunção hepática, trata-se de um projeto de investigação translacional, que tem como principais intervenientes Ignacio Verde e Jorge Luiz dos Santos, ambos docentes da Faculdade de Ciências da Saúde da UBI e elementos do CICS-UBI.

O estudo enquadra-se no âmbito da cooperação nacional e internacional que é desenvolvida pela UBI em várias áreas, neste caso envolvendo entidades como a Cincinnati Children’s Research Foundation (Estados Unidos da América), o Serviço de Anatomia Patológica do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra e investigadores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (Brasil).

Na sua génese, o IsChoHep visa “estabelecer novas formas de tratamento não cirúrgico da colangiopatia isquémica e esclarecer os mecanismos subjacentes ao desenvolvimento desta”, segundo Ignacio Verde. “A patologia é uma lesão que ocorre nas vias biliares e é provocada pelo fluxo sanguíneo inadequado ao nível do fígado, situação que danifica as vias biliares. A colangiopatia isquémica está envolvida em várias situações patológicas ao nível hepático, como na atresia biliar de lactantes e nos transplantes hepáticos em adultos que não decorrem satisfatoriamente”, explica o investigador, sublinhado que a doença provoca “elevada mortalidade em transplantes hepáticos e no caso das crianças com atresia biliar”.

O funcionamento deste projeto resultou de mais uma candidatura bem sucedida à Fundação para a Ciência e Tecnologia, tendo obtido um financiamento de 240.000 mil euros para os trabalhos a desenvolver.

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