Biobanco da UBI define linhas estratégicas

Geral   26 de setembro de 2018

A estrutura instalada na Faculdade de Ciências da Saúde já tem constituído o Conselho Científico – com personalidades de relevo no campo da saúde – e prepara a entrada nas redes de biobancos.

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O Biobanco da Universidade da Beira Interior (UBI) continua a dar passos para se afirmar como uma estrutura decisiva no apoio aos investigadores que necessitem de recorrer a amostras de materiais humanos e/ou ambientais. O Conselho Científico desta estrutura está constituído e integra nove elementos. Seis são docentes e investigadores da UBI e há ainda três personalidades externas com vasta experiência profissional e académica.

São eles Francisco George (ex-Diretor-Geral da Saúde), Jorge Torgal (Professor Catedrático da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa) e Luís Nunes (Director Clínico do Centro Hospitalar Lisboa Central).

“São elementos cujo mérito do seu percurso profissional garantem, por um lado, a idoneidade necessária ao Conselho Científico de um Biobanco e, por outro, conhecimento científico e experiência na área da Saúde Pública, essenciais ao desenvolvimento do Biobanco, dentro das suas linhas estratégicas definidas”, explica Lurdes Monteiro, responsável pela estrutura inaugurada em 2017.

Adriana Santos, João Luís Baptista, José Valbom, Lurdes Monteiro, Miguel Castelo-Branco e Pedro Almeida são os restantes elementos do Conselho.

O órgão reuniu pela primeira vez há cerca de duas semanas, um encontro que teve como objetivos principais a apresentação aos elementos externos da estrutura física e dos equipamentos, bem como da equipa que na UBI assegura o seu regular funcionamento. De acordo com Lurdes Monteiro, serviu ainda para estabelecer as linhas estratégicas fundamentais” do Biobanco UBI.

Com a constituição do Conselho Científico e da estratégia a seguir, a estrutura está pronta a receber amostras, para desenvolver coleções próprias, e preparada para a próxima etapa, que consiste essencialmente na certificação e participação em redes deste tipo de valências.

Com essa cooperação, o Biobanco UBI irá acrescentar ao sistema científico mais-valias como o “facto de ter sido criado e pensado de base para um Biobanco”, como salienta a sua responsável, lembrando que “foram criadas a priori as condições de segurança e qualidade que são exigidas atualmente ao armazenamento de amostras de origem humana, animal e ambiental”.

O crescimento do Biobanco instalado na FCS-UBI vai também ser fundamental para perceber algumas das características da região da Beira Interior e, desta forma, ser mais uma ferramenta para perceber como atuar na identificação e combate aos problemas de saúde típicos desta zona.

“A memória integrada e georreferenciada que será preservada no nosso Biobanco caracteriza todo um território e será um contributo valioso para estudos de saúde pública, considerando as características da população e território como um todo, em particular na caracterização de afeções endémicas ou de extensão territorial bem definidas”, destaca Lurdes Monteiro.

A instalação do Biobanco resultou de uma candidatura bem sucedida da UBI ao Programa Operacional Temático Valorização do Território (POVT), no âmbito do Eixo Prioritário de Infraestruturas e Equipamentos para a Valorização Territorial e o Desenvolvimento Urbano, tendo contado com o apoio financeiro do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

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