Futuros médicos vestem a bata branca

Faculdade   11 de abril de 2018

Anfiteatro cheio num ritual que marca a aquisição, pelos alunos de Medicina, das competências e qualidades necessárias para interagirem nos Hospitais.

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Foram mais de cem os alunos do terceiro ano do mestrado integrado em Medicina que marcaram presença em mais uma edição da Cerimónia da Bata Branca, que decorreu na passada sexta-feira, 6 de abril, na Faculdade de Ciências da Saúde (FCS). "A cerimónia marca, de forma simbólica, a transição dos anos básicos para os anos clínicos. É a partir de agora que os estudantes vão estar em contacto com os doentes", conta Catarina Gonçalves, presidente do Núcleo de Estudantes de Medicina.

Este ano, o ritual foi apadrinhado pela professora Luiza Granadeiro e pelo professor Miguel Castelo Branco, que é também diretor do curso de Medicina e presidente da FCS. Para o responsável da faculdade, é preciso saber perceber o doente como pessoa para se descobrir qual o tratamento mais adequado, tendo a "humanidade como base".

"A cerimónia é muito bonita e é um bocadinho diferente dos outros sítios. Esta questão dos padrinhos e de vestir a bata a cada um dos estudantes tem um significado muito especial", revela Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos, que marcou presença no evento pela terceira vez.

Ao mesmo tempo que assinala a transição dos alunos, este ato solene relembra a importância da ética, do humanismo e do profissionalismo da profissão médica. "O encontro entre aquilo que é o desenvolvimento da tecnologia e da informática está, de alguma forma, a colidir com aquilo que é a relação entre as pessoas", disse Miguel Guimarães. "A medicina vive muito da relação médico-doente que está cada vez mais desumanizada por causa da tecnologia".

Também Vasyl Katerenchuk, representante dos direitos humanos e ética médica da Associação Nacional de Estudantes de Medicina, abordou este tema. "Os direitos humanos e a ética médica são um pilar fundamental para a prática de qualquer médico e é algo que nos guia diariamente", defendeu. "Esta cerimónia é muito importante para nos lembrar daquilo que somos, da paixão que temos pela e pelos doentes".

"Depois do terceiro ano começa a vida que nós queremos mesmo: ir aos hospitais, vestir a bata todos os dias, sentir os bolsos pesados", revela Beatriz Passos, estudante do terceiro ano no mestrado integrado de Medicina.

A cerimónia contou ainda com as atuações da Tuna Médica Feminina da UBI e da Tuna-Mus.

in: urbietorbi

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