Competências
Um aspecto central no Processo de Bolonha é o da mudança de paradigma de ensino. O processo preconiza a passagem de um modelo passivo, baseado na aquisição de conhecimentos, para um modelo baseado no desenvolvimento de competências. As competências que os estudantes deverão evidenciar após a conclusão da licenciatura, agrupam-se nos domínios de conhecimento e compreensão, intelectuais, práticas e transferibilidade.
Como competências genéricas enunciam-se as seguintes:
Conhecimento e Compreensão:
A – Compreende a organização do processo económico e dos mercados, a sua finalidade, a sua estrutura, as condições de funcionamento e a sua dinâmica;
B – Compreende o perfil dos diferentes agentes, consumidores, produtores, empresas, Estado e outras instituições na determinação do seu desempenho económico nos diferentes níveis de análise: micro-económico, macroeconómico, sectorial, espacial e temporal;
C – Identifica fontes, recolhe e selecciona informação relevante para a análise económica: primária, publicada disponível, sectorial, regional, nacional e internacional;
D – Compreende instrumentos de análise quantitativa para converter essa informação em conhecimento adequado ao estudo de problemas da economia real;
E – Compreende os objectivos, ideias, conceitos, estruturas, âmbitos de análise, métodos e técnicas veiculados na literatura económica teórica e empírica utilizada no processo de aprendizagem;
F – Interpreta, para potencial utilização, resultados publicados nas mais diversas fontes de produção científica e institucional na área de economia (artigos, relatórios, estudos, legislação, etc.);
Intelectuais
G – Revela poder de abstracção e de sistematização na identificação e delimitação de aspectos centrais de um problema económico;
H – Compara e avalia teorias, métodos e modelos alternativos no tratamento de problemas económicos;
I – Organiza recolha de publicações que reflictam o estado da arte para o estudo de problemas económicos específicos;
J – Estrutura quadros de avaliação dos impactes da política económica e de factores exógenos;
L – Analisa canais de transmissão dos efeitos de variáveis económicas e as suas relações de interdependência;
M – Relaciona princípios de teoria económica com a formulação da política económica;
Práticas
O – Pesquisa recursos on-line e em centros de documentação adequados à abordagem de problemas da realidade económica e social e à formulação de problemáticas de investigação teórica e empírica;
P – Colecta e organiza dados económicos, financeiros, sociais e outros, operacionaliza-os e converte-os em informação para a análise económica, avaliação e suporte à tomada de decisão com recurso a ferramentas informáticas de base estatística, econométrica e outras;
Q – Demonstra capacidades de concepção, organização, execução de trabalhos empíricos, recorrendo ao uso de métodos e técnicas apropriadas;
R – Revela capacidade de selecção e utilização de técnicas quantitativas e proficiência na análise numérica, gráfica e diagramática de questões económicas adequadas ao seu nível de formação;
S – Demonstra competências de comunicação oral e escrita, apresentação de conteúdos, redacção de trabalhos e relatórios;
T – Elabora e analisa estudos de viabilidade e de desempenho económico-financeiro de empresas, elabora e analisa relatórios e mapas de demonstrações contabilístico-financeiras de empresas, analisa relatórios económicos de organismos nacionais e internacionais e estudos económicos de natureza teórica, empírica e de politica económica;
U – Aplica técnicas de medida e de avaliação de desempenho económico, nomeadamente, nível de actividade económica, crescimento do produto e preços, flutuações cíclicas, processos de mutação estrutural e de impacte de políticas e choques ao nível macro e microeconómico, sectorial e espacial;
Transferibilidade
V – Aplica conceitos e instrumentos de análise económica na abordagem de novos factos e em contextos diferentes;
Y – Demonstra proficiência na comunicação de ideias, conceitos, metodologias e resultados da análise económica e no uso de tecnologias de suporte, bem como capacidade de adequação dos conteúdos e do processo de comunicação à especificidade dos seus fins, público e contexto.