Ontologia

Código:
15573
Ano:
3
Semestre:
S1
Créditos ECTS:
6
Carga Horária:
OT(15H)/TP(45H)
Área Científica:
Filosofia
Objectivos de Aprendizagem:
Esta UC visa tornar os/as alunos/as capazes de:
1) compreender a origem, especificidade e as dificuldades do questionamento filosófico sobre o ser;
2) reconhecer a relevância teórica e prática da ontologia e avaliar criticamente a atualidade das suas questões fundamentais;
3) identificar e compreender algumas das principais conceções ontológicas na história da filosofia, situando-as nos respetivos contextos filosóficos, históricos e linguísticos e reconhecendo os seus pressupostos, alcance e limitações;
4) comparar diferentes formas de problematizar o ser, identificando continuidades, variações conceptuais e ruturas entre autores e tradições;
5) desenvolver competências de leitura, interpretação e análise crítica de obras filosóficas de diversas épocas.
Para atingir estes objetivos, o método de ensino centrar-se-á na introdução e aprofundamento de autores e obras de diferentes períodos, bem como em tarefas de interpretação, comentário e debate de passagens escolhidas.
Conteúdos programáticos:
1) A ideia de uma ciência do ente enquanto ente e o seu valor
2) O significado de ser em Parménides e Platão. Os múltiplos sentidos de ser em Aristóteles. A distinção entre ser e essência em Tomás de Aquino
3) Natureza e estatuto do logos sobre o ser. A ambiguidade de logos. A tradução por ratio. O nominalismo de Ockham e a transformação das relações entre lógica e ontologia
4) A “descoberta” cartesiana do sujeito como fundamento ontológico
5) A filosofia transcendental de Kant como crítica da ontologia tradicional. O projeto crítico. Aspetos fundamentais da doutrina transcendental dos elementos
6) A repetição e o aprofundamento da pergunta sobre o ser em Heidegger. O papel da analítica do Dasein na problemática ontológica. O ser do Dasein como ser-no-mundo, cuidado e temporalidade. A temporalidade como sentido do ser
7) A viragem de Heidegger para a verdade do ser. Breve excurso sobre algumas ontologias pós-heideggerianas
Metodologias de Ensino e Critérios de Avaliação:
A classificação final resulta de:
1) uma prova de frequência (85%);
2) participação nas aulas e em tarefas (15%).
Bibliografia principal:
AQUINO, T. de, O ente e a essência, Porto, Edições Afrontamento, 2014.
ARISTÓTELES, Metafísica, Madrid, Gredos 1994.
CRITCHEY, S., e SCHROEDER, W. R. (eds.), A Companion to Continental Philosophy, Malden (Ma.), Blackwell, 1998.
DESCARTES, R., Meditações sobre a filosofia primeira, Coimbra, Almedina, 1992 (1.ª e 2.ª meditações).
HEIDEGGER, M., Phenomenological Interpretation of Kant’s Critique of Pure Reason, Bloomington, Indiana University Press, 1997.
HEIDEGGER, M., Ser e tempo, Campinas, Unicamp, 2012.
KAHN, C. H., The Verb “Be” in Ancient Greek, Indianapolis, Hackett, 2003.
KANT, I., Crítica da Razão Pura, 5.ª edição, Lisboa, Gulbenkian, 2001.
OCKHAM, G. de, Lógica dos Termos, Porto Alegre, USF/EDIPUCRS, 1999 (secções XIV e XV).
PARMÉNIDES, Da Natureza, São Paulo, Loyola, 2002.
PLATÃO, A república, 9.ª edição, Lisboa, Gulbenkian, 2000.
ROSS, W.D. (ed.), Aristotle – Metaphysics, 2 vols., Oxford, Clarendon Press, 1997.
Língua:
Português
Esta informação promove os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU:
Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos