A Universidade da Beira Interior (UBI) renovou a sua participação na Rede Violência Zero, que trabalha para assegurar respostas articuladas de prevenção, proteção e apoio especializado a vítimas de violência doméstica e violência contra as mulheres.
A academia foi uma das signatárias do protocolo – "Territorialização da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica e Violência Contra as Mulheres" –, que abrange os municípios de Belmonte, Covilhã e Fundão.
A cerimónia decorreu na Câmara Municipal da Covilhã, no dia 1 de junho, marcando a renovação de uma parceria que envolve 22 entidades de diversos setores.
O novo documento visa assegurar a continuidade e reforçar a intervenção realizada no território, através da articulação entre as entidades da Rede Violência Zero, coordenada pela Coolabora desde 2010. São integradas novas entidades e é incluída uma resposta de apoio psicológico e psicoterapêutico para crianças e jovens vítimas de violência doméstica.
Na cerimónia, a Reitora da UBI, Ana Paula Duarte, destacou a relevância de a Universidade integrar uma rede com intervenção de proximidade, que é mais um fator para a UBI cumprir a sua missão de apoio ao desenvolvimento social da comunidade.
"É para a UBI muito importante pertencer a uma rede que promove uma abordagem integrada e de proximidade na prevenção e no combate à violência doméstica e de género", afirmou, salientando que se trata de "uma área assumida como compromisso institucional da UBI".
Perante uma plateia onde se encontravam parceiros da Rede e a secretária de Estado Adjunta da Juventude e da Igualdade, Carla Rodrigues, a Reitora disse que a Universidade reúne condições para contribuir de forma efetiva, através da produção de conhecimento, da investigação e da formação.
Assinaram o documento 22 organizações, nas quais se incluem a CooLabora – que coordena a Rede –, a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, os municípios de Belmonte, Covilhã e Fundão, a Comunidade Intermunicipal Beiras e Serra da Estrela e, ainda, forças de segurança, organismos da administração central das áreas da justiça, segurança social, saúde e emprego, comissões de proteção de crianças e jovens da região e Ordem dos Advogados, entre outras.
A diretora executiva da CooLabora, Graça Rojão, destacou a evolução da rede e a sua capacidade de adaptação às necessidades do território. Sublinhou que as alterações introduzidas no novo protocolo não são meros ajustamentos administrativos, mas sim o reflexo da capacidade de resposta conjunta das entidades envolvidas.
A Rede Violência Zero tem tido uma ação célere e complementar no acompanhamento e proteção das vítimas de violência, tendo no último ano assegurado apoio direto a cerca de 264 vítimas adultas de violência doméstica, com 1.840 atendimentos presenciais e apoio psicológico e psicoterapêutico a 119 crianças e adolescentes, com 670 atendimentos.
Na vertente de prevenção realiza ações de sensibilização, maioritariamente em escolas, bem como ações de formação dirigidas a públicos estratégicos, como docentes, profissionais de saúde, técnicos de apoio a vítimas e forças de segurança.