A investigadora e docente da Universidade da Beira Interior (UBI) Bianca Persici Toniolo venceu a 4.ª edição do Prémio Paquete de Oliveira, atribuído pela Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM), com a tese de doutoramento «As tensões entre as perspetivas informativa e política da comunicação de risco e de crise: A comunicação das organizações públicas portuguesas sobre os incêndios florestais».
Desenvolvida no âmbito do Doutoramento em Ciências da Comunicação da UBI, sob orientação da docente do Departamento de Comunicação, Filosofia e Política Gisela Gonçalves, a investigação foi realizada no LabCom – Laboratório de Comunicação, unidade de investigação da Faculdade de Artes e Letras, e contou com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
A tese analisa a comunicação de risco e de crise de organizações públicas portuguesas relacionada com os incêndios florestais e procura compreender as tensões entre a responsabilidade de informar e proteger as populações e a necessidade de preservar a reputação de organizações.
O Prémio Paquete de Oliveira distingue a excelência da investigação em Ciências da Comunicação desenvolvida nas universidades portuguesas e contempla a publicação da tese vencedora pela editora Sistema Solar.
Na edição de 2026, estiveram a concurso 17 teses de doutoramento defendidas entre 2023 e 2025. O júri atribuiu ainda menções honrosas aos trabalhos de Sara Filipa Monteiro Machado, intitulada “A relação entre o uso de redes sociais e a participação eleitoral dos jovens portugueses”, e de Susana Ferrador, intitulada “Ciberjornalismo de proximidade: mapeamento e análise dos media online transmontanos”, ambas defendidas na universidade do Porto. Esta última, antiga estudante da UBI e atual investigadora do LabCom, foi co-orientada por Pedro Jerónimo, investigador do LabCom.
A distinção de Bianca Persici Toniolo constitui um reconhecimento da qualidade da investigação desenvolvida na UBI e no LabCom, particularmente no domínio da comunicação estratégica, de risco e de crise. Reforça igualmente a relevância social da produção científica da Universidade, ao contribuir para o conhecimento sobre os processos comunicacionais em situações de emergência e para a melhoria das práticas de comunicação das organizações públicas.