Outubro no TMC~

  De 01 a 31 de outubro de 2026

Teatro Municipal da Covilhã

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No mês de outubro, o Teatro Municipal da Covilhã (TMC~) apresenta um conjunto diversificado de espetáculos de diferentes disciplinas artísticas, com destaque para a estreia de Pluto no TMC~, inigualável banda rock portuense, para a primeira exposição promovida pelo TMC~, resultado de uma residência artística na Covilhã, a cargo do coletivo Guarda Rios, e para a estreia do espetáculo “Conversa Após Espectáculo”, da autoria do professor, consultor, investigador e autor António Alvarenga. Este Outubro no TMC~ é também o mês de acolhimento aos novos estudantes, com apresentações dirigidas especialmente a esta comunidade e com descontos especiais: nos bilhetes da programação do TMC~, qualquer estudante usufrui de um desconto de 50% e os novos estudantes da Universidade da Beira Interior (UBI) têm a gratuitidade do bilhete, mediante apresentação de identificação.

A sala do TMC~ recebe, logo no dia 01 de outubro (quinta-feira), às 21h30, o espetáculo “Desengano”, uma cocriação TeatrUBI com a ASTA e com textos de Álvares de Azevedo, Fiódor Dostoiévski, Florbela Espanca, Heiner Müller e Sabino Baessa.

No dia 03 de outubro (sábado), acontece uma das noites mais esperadas este mês no TMC~, com a estreia da mítica banda portuense Pluto. Composta por Manel Cruz, Peixe (ambos dos Ornatos Violeta), Edu e Ruca, os Pluto lançaram o único disco (“Bom Dia”) em 2004, um gritante fôlego rock que rodou estradas durante dois anos e ficou como discografia completa de uma super-banda rock, acarinhada como um tesouro bem preservado do rock nacional por várias gerações. Mais de 20 anos depois, os Pluto voltam à estrada e ao estúdio. No TMC~ irão apresentar o repertório deste já clássico disco e as novas canções que têm vindo a trabalhar nos últimos anos.

No dia 08 de outubro (quinta-feira), às 21h30, o TMC~ volta a receber a companhia Kayzer Ballet para a estreia do seu novo espetáculo, o díptico “Goecke / Giarratana”. Neste espetáculo, a companha covilhanense interpreta as peças de dois coreógrafos europeus. “Blushing”, do corógrafo alemão Marco Goecke, mergulha nas íntimas emoções como a vergonha, a timidez e a vulnerabilidade, que contrasta com movimentos rápidos e nervosos; “Medea”, da coreógrafa e bailarina italiana Lucia Giarratana, explora as fronteiras frágeis entre pertença e exclusão, nela – Medeia-mulher – projetando a comunidade, os seus medos, as suas contradições e a sua culpa.

A 10 de setembro (sábado), às 21h30, será a vez de subir ao palco do TMC~ o Teatro do Silêncio com o espetáculo “As montanhas azuis estão sempre a caminhar”. A companhia sedeada em Lisboa, sob a direção de Maria Gil, parte do texto “Montanha Viva”, de Nan Shepherd escrito durante a II Guerra Mundial mas publicado apenas em 1977, para explorar a ideia de que a montanha não é um topo que se deve subir, mas um lugar onde se entra. Tal como no texto de Shepherd, que descreve as viagens da autora pelas Cairngorms (Escócia) e medita sobre o consolo e a força das regiões indomáveis, também nesta performance do Teatro do Silêncio a montanha é uma fenda que se abre, o lugar onde coisas acontecem. Uma coprodução TMC~.

O auditório do TMC~ volta a abrir ao público no dia 18 de outubro (domingo), às 16h, para o concerto dos 90 anos do Sindicato Têxtil (Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário e Calçado da Beira Interior). Nesta tarde de gala, a Banda da Covilhã, tendo como convidados Carlota Matias, Maria Branco, Renato Folgado, Ruben de Matos e Tó Duarte, celebra com música as nove décadas de um sindicato regional quase centenário.

Entre 22 e 24 de outubro (quinta-feira, sexta-feira e sábado), o TMC~ recebe a 17ª edição do festival contraDANÇA, organizado pela ASTA. No dia 22, às 21h30, sobe ao palco o espetáculo “Antígona”, do coletivo SillySeason que revisita este texto clássico sobre o poder discricionário estatal, indagando sobre a tragédia do que é permitido sonhar. No dia 23, às 21h30, o espetáculo “Souvenir”, de Tiago Cadete, parte dos movimentos de migração portuguesa para França, na segunda metade do século XX, para investigar a história pouco conhecida da migração da sua família paterna, e que viria a tornar-se um confronto consigo próprio e o seu passado. No dia 24, tomará lugar a coleção de performances “Morrer pelos Passarinhos”, de Lígia Soares e Henrique Furtado Vieira, aqui representada por “#1: Godôs” e “#2: Bocas”, que acontecerão tanto no palco como num lugar alternativo do TMC~. Inserida dentro do contraDANÇA, acontecerá ainda o debate “De que se fala quando se fala de criação contemporânea”, no dia 23 de outubro (sexta-feira), às 18h.

Também no dia 24 de outubro (sábado), às 18h, inaugura a exposição “Caudal Sólido”, do coletivo Guarda Rios, uma coprodução TMC~ resultado de uma residência artística na Covilhã. Através de trabalhos de 13 artistas e ateliers, esta exposição, patente até ao dia 21 de novembro, explora os sedimentos de um rio enquanto matéria física e conceptual, apresentando numa perspetiva geopoética a relação íntima entre estes materiais geológicos e inorgânicos. Na inauguração, alguns dos objetos e trabalhos expostos serão ativados numa performance sonora que cruza instrumentos de música eletrónica com texturas geradas em tempo real a partir de areia, água, pedra e vidro.

No dia 25 de outubro (domingo), às 16h, o Síntese – Grupo de Música Contemporânea sobe novamente ao palco do TMC~ não para um concerto, mas para apresentar um momento do 20º Festival Síntese. Neste espetáculo, o Perdigão Ensemble, constituído principalmente pela nova geração de instrumentistas portugueses de grande qualidade, com uma forte ligação à cidade de Viseu, conjuga a música de câmara com meios eletroacústicos, possibilitando uma escuta diferenciada de experimentação em torno do som e do seu papel na manipulação sensorial.

A 30 e 31 de outubro (sexta-feira e sábado), às 21h30, acontecerá em palco mais uma estreia do TMC~. Intitulada “Conversa Após Espectáculo”, este espetáculo da autoria de António Alvarenga foi criado ao longo de residências artísticas no TMC~. A premissa é simples: o espetáculo é a “Conversa Após Espectáculo”. Um outro espetáculo é colocado em cena imediatamente antes da conversa, mas o público não o vê (poderá vê-lo no futuro).  Nesta conversa-espetáculo participam o dramaturgo/diretor artístico, o programador/diretor do Teatro, que também fará de moderador, o consultor técnico, a responsável pela cenografia e acompanhamento visual e os intérpretes (a intérprete principal e três quase-filósofos). Uma estreia no TMC~ com direito a duas apresentações e que indaga: «Será que conseguimos ativar a atenção ao acontecimento, ao “o quê”, retirando da vista o objecto de partida? Será que conseguimos promover um regresso efetivo às ideias e às acções (posições) como protótipos, artefactos voadores, ensaios simultaneamente compostos e improvisados?». Tão enigmático quanto parece. Uma coprodução TMC~.

Ainda no mês de outubro, o cinema no TMC~ é todo com autoria beirã. No dia 13 de outubro (terça-feira), às 21h30, a sessão será novamente de “Filmes Made in UBI”, uma sessão inteiramente composta por curtas-metragens realizadas por estudantes de Cinema da Universidade da Beira Interior. No dia 27 de outubro (terça-feira), às 21h30, será exibido o filme “Sophia Setembro de 1963”, da autoria de Hugo Pereira e Vanessa Duarte, que seguem os passos deixados no diário de Sophia de Mello Breyner Andresen aquando de uma viagem que realizou à Grécia na companhia de Agustina Bessa-Luís e do seu marido Alberto Luís. Este filme é uma viagem de carro às várias Grécias: a imaginada, a estilhaçada, a de Sophia, a deles, a de Odisseu, a de ninguém. No fim, haverá uma conversa com os dois realizadores.

No que diz respeito às oficinas e mediações no território, o TMC~ promove entre 13 e 15 de outubro (terça-feira a quinta-feira), em seis escolas da Covilhã, juntamente com a Oficina Fritta, sessões de cianotipia com os estudantes do concelho. No dia 07 de outubro (quarta-feira), às 21h30, toma lugar uma Oficina do Espetador, momento promovido pelo Serviço de Comunidade e Mediação de Públicos do TMC~, a partir do espetáculo “As montanhas azuis estão sempre a caminhar”, do Teatro do Silêncio. Em mais uma edição de Porque Hoje é Sábado!, no dia 10 de outubro (sábado), o TMC~ promove uma oficina de escrita, sob a temática “Escrever com a montanha”, com Maria Gil, do Teatro do Silêncio.

BILHETES (disponíveis na bilheteira do TMC~, Ticketline e Worten a partir do dia 15 de setembro, às 14h30)
• Desengano – TeatrUBI
Bilhetes disponíveis em breve.
• Pluto
Preço: 6 euros | Desconto + 60 anos / - 30 anos, profissionais das artes: 4,5 euros | Estudantes: 3 euros
• Goecke / Giarratana – Kayzer Ballet
Bilhetes disponíveis em breve.
• As montanhas azuis estão sempre a caminhar – Teatro do Silêncio
Preço: 6 euros | Desconto + 60 anos / - 30 anos, profissionais das artes: 4,5 euros | Estudantes: 3 euros
• Concerto 90 anos Sindicato Têxtil – Sempre a Construir o Futuro
Bilhetes disponíveis em breve.
• 17ª edição do contraDANÇA
Bilhetes disponíveis em breve.
• Perdigão Ensemble – Lux Sonorum: Da Escuta ao Visível (20º Festival Síntese) (VERTIGO)
Preço: 5 euros | Desconto + 60 anos / - 30 anos, profissionais das artes: 3,5 euros | Estudantes: 2,5 euros
• Conversa Após Espectáculo – António Alvarenga
Preço: 6 euros | Desconto + 60 anos / - 30 anos, profissionais das artes: 4,5 euros | Estudantes: 3 euros
• Cinema TMC~: Filmes Made in UBI
Sophia Setembro de 1963 de Hugo Pereira e Vanessa Duarte
Preço: 3 euros | Desconto + 60 anos / - 30 anos, profissionais das artes: 2 euros | Estudantes: 1,5 euros

BILHETEIRA
3ªfeira a sábado: 14h30 – 19h30 (Exceto feriados)
Dias de espetáculo: 14h30 – 19h00|20h30 – 21h30

REGRAS DE ACESSO
Chegue antecipadamente ao TMC~. Não é permitida a entrada na sala depois do início dos espetáculos.

Ficheiro com o nome: Pluto_2022©Lino_Silva
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Data da última atualização: 2026-09-16