Elaboração e Avaliação de Projetos

Código: 6200
Ano: 2
Semestre: S2
Créditos ECTS: 6
Carga Horária: TP(60H)
Área Científica: Economia
Pré-Requisitos:
Tipo Ensino: Teórico-Prático
Estágio: Não aplicável
Objectivos: A unidade curricular Elaboração e Avaliação de Projectos visa dotar os alunos das técnicas e instrumentos utilizados na concepção, avaliação e gestão de projectos de investimento e capacitar os alunos para a tomada de decisões operacionais e de investimento.
Competências: A unidade curricular tem como objectivos específicos:
1. Dotar os alunos do conhecimento do estado da arte da avaliação de projectos.
2. Dotar os alunos de uma perspectiva consistente do processo de concepção, análise, avaliação e gestão de projectos de investimento.
3. Capacitar os alunos para elaborarem um discurso económico e financeiro coerente.
4. Capacitar os alunos para a detecção de oportunidades de investimento e sua implementação.
5. Capacitar os alunos para a tomada de decisão económica e financeira.
6. Dotar os alunos de ferramentas, instrumentos e técnicas de avaliação financeira de activos reais.
7. Capacitar os alunos para apresentarem candidaturas aos sistemas de incentivos ao investimento.
Conteúdos: PROGRAMA
1 – AVALIAÇÃO FINANCEIRA DE PROJECTOS
1.1 – O conceito de projecto de investimento
1.2 – Fases dos projectos
1.3 – Estudos de viabilidade do projecto
1.3.1 – Estudos de mercado
1.3.2 – Estudos de localização
1.3.3 – Estudos técnicos
1.3.4 – Estudos de dimensão
1.3.5 – Estudos de enquadramento jurídico e financeiro
1.3.6 – Análise estratégica
1.4 – Estruturação da informação previsional
1.4.1 – Plano de investimento
1.4.2 – Plano de exploração
1.4.3 – Plano de financiamento
1.5 – Critérios e métodos de avaliação de projectos
1.5.1 – Critérios de avaliação baseados em elementos contabilísticos
1.5.2 – Critérios de avaliação baseados no cash flow
1.5.2.1 – O valor actualizado líquido (VAL)
1.5.2.2 – O valor actualizado líquido ajustado (VALA)
1.5.2.3 – A taxa interna de rendibilidade (TIR)
1.5.2.4 – A taxa interna de rendibilidade integrada (TIRI)
1.5.2.5 – O período de recuperação (payback)
1.5.2.6 – O critério da anuidade
1.6 – Selecção de projectos
1.6.1 – Selecção de projectos mutuamente exclusivos
1.6.2 – Selecção de projectos de substituição
1.6.3 – Selecção de projectos de modernização e inovação tecnológica
1.6.4 – Selecção de projectos sob restrições financeiras
1.7 – Análise do risco e da incerteza
1.7.1 – A problemática da quantificação do risco
1.7.2 – Análise de sensibilidade
1.7.3 – Análise do período de recuperação
1.7.4 – Análise do risco por métodos probabilísticos
1.8 – Auditoria de projectos
1.9 – Avaliação ex post de projectos
1.10 – Sistemas de incentivos ao investimento
1.11 – Avaliação de projectos com base na teoria das opções reais
2 – AVALIAÇÃO ECONÓMICA DE PROJECTOS
2.1 – Critérios e métodos de avaliação económica
2.1.1 – Critérios elementares de determinação dos efeitos
2.1.2 – Critérios abrangentes de determinação dos efeitos
2.2 – Análise benefício/custo
2.2.1 – Critérios de rendibilidade
2.2.2 – Metodologia e critérios de conversão dos preços
2.2.3 – Metodologia de determinação dos factores de conversão
2.2.4 – Aspectos práticos de valoração dos custos e benefícios
3 – GESTÃO DE PROJECTOS
3.1 – Planeamento do projecto
3.1.1 – Redes PERT/CPM
3.1.2 – O planeamento do tempo de execução
3.1.3 – Gestão dos recursos físicos
3.1.4 – Planeamento dos recursos financeiros
3.2 – Implementação do projecto
3.2.1 – A organização do projecto
3.2.2 – Gestão do projecto
3.3 – Controlo do projecto
3.3.1 – O controlo do tempo
3.3.2 – O controlo do custo
3.3.3 – O controlo da qualidade e do risco
3.4 – Conclusão do projecto
Bibliografia: BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL
Barros, Carlos, Gestão de Projectos, Lisboa, Edições Sílabo, 1994.
Cebola, António, Projectos de Investimento de Pequenas e Médias Empresas: Elaboração e Análise, Lisboa, Edições Sílabo, 2011.
Marques, Albertino, Concepção e Análise de Projectos de Investimento, Lisboa, Edições Sílabo, 1998.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
Abecassis, Fernando e Cabral, Nuno, Análise Económica e Financeira de Projectos, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1982.
Barros, Carlos, Decisões de Investimento e Financiamento de Projectos, 3.ª ed., Lisboa, Edições Sílabo, 1995.
Blank, Leland T. e Tarquin, Anthony J., Engineering Economy, 3.ª ed., «Industrial Engineering Series», McGraw-Hill International Editions, 1989.
Brand, Jaime Pereña, Direcção e Gestão de Projectos, «Biblioteca da Indústria», 2.ª ed., Lisboa, LIDEL – Edições Técnicas, 1998 (tradução para a língua portuguesa de Direccion y Gestion de Proyectos).
Cebola, António, Elaboração e Análise de Projectos de Investimento – Casos Práticos, Lisboa, Edições Sílabo, 2000.
Lewis, James P., Manual Prático da Gestão de Projectos: Guia de planificação, programação e controlo de projectos, Edições Cetop, 1999 (tradução para a língua portuguesa de Project Planning, Scheduling & Control).
Menezes, H. Caldeira, Princípios de Gestão Financeira, 4.ª ed., Lisboa, Editorial Presença, 1993.
Porfírio, José António, Couto, Gualter e Lopes, Manuel Mouta, Avaliação de Projectos: Da Análise Tradicional às Opções Reais, Lisboa, Publisher Team, 2004.
Soares, João Oliveira, Fernandes, Artur Viana, Março, Américo André e Marques, João Pedro P., Avaliação de Projectos de Investimento na Óptica Empresarial, Lisboa, Edições Sílabo, 1999.

SÍTIOS NA INTERNET
Bplans: www.bplans.com
IAPMEI: http://www.iapmei.pt
Actividades: MÉTODOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM
1. A aprendizagem do ensino ministrado é efectuada em função dos objectivos e competências a adquirir pretendendo-se que o aluno adquira comportamentos, assimile conhecimentos e desenvolva capacidades.
2. O ensino teórico-prático destina-se a proporcionar aos alunos a aprendizagem compreensiva dos factos, conceitos e princípios, bem como, simultaneamente, a aprendizagem de métodos, processos e técnicas de aplicação da compreensão desses factos, conceitos e princípios.
3. As aulas teórico-práticas apoiam-se num conjunto de textos e exercícios e procuram promover a discussão de temas relacionados com a avaliação de projectos e o aperfeiçoamento da capacidade de argumentação dos alunos.
4. O acompanhamento tutorial tem por objectivo proceder à orientação e ao acompanhamento do trabalho específico de cada um dos alunos.
5. O método de exposição e de estudo dos textos e a resolução de exercícios procura: 1) desenvolver a capacidade de abstracção; 2) estimular a compreensão da avaliação económica e financeira de projectos; 3) identificar a pertinência das hipóteses e dos métodos de avaliação económica e financeira de projectos utilizados; 4) revelar as conclusões da avaliação económica e financeira de projectos e a sua importância para a tomada de decisão económica e financeira; 5) estimular a confrontação das conclusões de diferentes análises sobre o mesmo problema de avaliação económica e financeira de projectos; e 6) dar uma perspectiva global da avaliação económica e financeira de projectos.
Métodos: Ensino aprendizagem:
1. A avaliação do ensino-aprendizagem será periódica.
2. A avaliação ensino-aprendizagem consiste: 1) numa prova de avaliação escrita e na apresentação e defesa de um projecto de investimento; ou 2) de duas provas de avaliação escritas.
3. A autorização para a realização do projecto de investimento implica a apresentação prévia ao docente de uma proposta fundamentada.
4. O docente pode recusar, fundamentadamente, a autorização para a realização do projecto de investimento.
5. A proposta de projecto de investimento deverá ser entregue ao docente até ao final da quarta semana de aulas.
6. A primeira prova de avaliação escrita incidirá sobre a matéria de avaliação financeira de projectos constante do programa da unidade curricular.
7. A segunda prova de avaliação escrita incidirá sobre a matéria de avaliação económica de projectos e gestão de projectos constante do programa da unidade curricular.
8. As provas de avaliação escrita terão uma classificação de zero a vinte valores.
9. O projecto de investimento deve ser elaborado no decurso do semestre lectivo.
10. O projecto de investimento deverá incluir: 1) a avaliação financeira; 2) a avaliação económica; e 3) a gestão do projecto.
11. A apresentação e a defesa do projecto de investimento terão uma duração máxima de uma hora.
12. A apresentação dos projectos de investimento não poderá durar mais de vinte minutos.
13. Não é permitida a consulta de documentação escrita no decurso das provas de avaliação escritas.
14. Nas defesas dos projectos de investimento é permitida a consulta de documentação escrita.
15. Não é permitido o uso de telecomunicações no decurso das defesas dos projectos de investimento.
16. A defesa do projecto de investimento será individual e terá uma classificação de zero a vinte valores.
17. A classificação ensino-aprendizagem corresponde: 1) à média aritmética, arredondada para as unidades, das classificações da prova escrita e da defesa do projecto de investimento; ou 2) à média aritmética, arredondada para as unidades, das classificações das provas escritas.
18. Obtém aprovação na unidade curricular os alunos que obtenham uma classificação ensino-aprendizagem igual ou superior a 10 (dez) valores.
19. É concedida frequência a todos os alunos regularmente matriculados na unidade curricular que obtenham uma classificação igual ou superior a 6 (seis) valores no ensino-aprendizagem.
20. Em tudo o que for omisso, a concessão de frequência obedece às regras gerais de avaliação de conhecimentos em vigor na UBI.
21. Compete, exclusivamente, ao docente a fixação das datas e horas de defesa dos projectos de investimento.
22. A primeira prova de avaliação escrita está prevista para o dia 30 de Abril de 2015, às 14:00.
23. A segunda prova de avaliação escrita está prevista para o dia 28 de Maio de 2015, às 14:00.
Exames:
1. A todos os alunos que tenham obtido frequência ou aprovação na unidade curricular é permitida a realização das provas de exame.
2. É obrigatória a apresentação e a discussão de um projecto de investimento.
3. Os exames são orais e têm a duração máxima de uma hora.
4. A apresentação do projecto não poderá durar mais de vinte minutos.
5. Não é permitida a consulta de documentação escrita no decurso dos exames.
6. A classificação final da unidade curricular corresponderá à média aritmética das classificações ensino-aprendizagem e exame.
Língua: Português
Data da última atualização: 2014-08-07

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