A Universidade da Beira Interior (UBI) esteve representada na apresentação oficial do AMALIA, um modelo de linguagem (Large Language Model - LLM) desenvolvido especificamente para o português europeu. A sessão decorreu no dia 1 de julho, no Técnico Innovation Center, em Lisboa, reunindo representantes do Governo, da academia e das instituições parceiras do projeto.
A UBI fez-se representar pela Reitora, Ana Paula Duarte, pelo Vice-Reitor para a Estratégia Digital, Gestão da Informação e dos Recursos Humanos, Pedro Inácio, e por Ricardo Campos, docente do Departamento de Informática (DI-UBI), Diretor do 1.º Ciclo em Inteligência Artificial e Ciência de Dados e co-responsável pelo desenvolvimento de casos de uso e de modelos de IA no domínio dos Media, em colaboração com uma equipa da Universidade do Porto e do INESC TEC, liderada por Alípio Jorge, docente e Vice-Reitor da Universidade do Porto.

A presença da UBI nesta iniciativa reflete também a aposta que a Universidade tem vindo a realizar na área da inteligência artificial, quer ao nível da investigação, quer da formação avançada, nomeadamente através da oferta de cursos dedicados a esta área, como a Licenciatura em Inteligência Artificial e Ciência de Dados.
A cerimónia contou com a presença do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, do Ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, e do CTO do Estado, Manuel Dias, que destacaram a importância estratégica de dotar Portugal de um modelo de inteligência artificial desenvolvido para o português europeu, reforçando a soberania tecnológica, a valorização da língua portuguesa e a capacidade nacional de inovação.

O desenvolvimento do AMALIA envolveu investigadores de várias instituições nacionais, num consórcio coordenado por João Magalhães (NOVA FCT) e André Martins (Instituto Superior Técnico). O projeto contou ainda com a participação de docentes e investigadores das universidades do Porto, do Minho, de Coimbra, de Évora e da UBI, além das organizações Fundação para a Ciência e a Tecnologia, através do Arquivo.pt, e da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado.
O AMALIA resulta de um investimento de 5,5 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e foi desenvolvido ao longo de 18 meses por um consórcio de instituições portuguesas de ensino superior e investigação.

Disponibilizado em regime open-source, o modelo constitui um marco relevante para o desenvolvimento de tecnologias de IA adaptadas à língua, à cultura e ao contexto português, reforçando a capacidade nacional para desenvolver soluções assentes em IA para a Administração Pública, a investigação e outros setores estratégicos.