A Universidade da Beira Interior (UBI) desenvolveu o Guia para a Utilização Responsável da Inteligência Artificial Generativa, um instrumento de orientação prática dirigido a toda a comunidade académica.
O documento propõe um conjunto de recomendações para nortear o uso de ferramentas que têm vindo a assumir um impacto significativo na atualidade, de forma transversal à sociedade, e que podem originar riscos quando utilizadas sem as devidas precauções.
Este trabalho, que será disponibilizado no portal da UBI, está organizado em torno de boas práticas, recomendações e limitações relativas à utilização de ferramentas de Inteligência Artificial generativa. As orientações procuram responder a situações concretas e facilmente identificáveis por estudantes, docentes, investigadores e pessoal técnico e de gestão.
O Guia resulta de uma postura positiva que a UBI tem adotado relativamente ao uso da Inteligência Artificial, conjugada com uma atitude cautelosa e vigilante perante os desafios e incertezas associados a esta tecnologia.
“A UBI entende que o uso das ferramentas de Inteligência Artificial não deve ser proibido e, pelo contrário, deve ser fomentado e integrado em todas as atividades em que faça sentido, desde que devidamente delimitado e declarado”, refere o documento, produzido pela reitoria através da Vice-Reitoria para a Estratégia Digital, Gestão da Informação e dos Recursos Humanos.
O guia, definido como um recurso vivo, apresenta uma abordagem abrangente e adaptável a uma realidade em acelerada evolução.
Entre os temas abordados estão a “Deteção de Conteúdo Gerado por Inteligência Artificial”, a “Avaliação na Era da Inteligência Artificial” e a “Confidencialidade e Proteção de Dados na Utilização de Ferramentas de Inteligência Artificial”.
O Guia inclui ainda, entre outras matérias, a “Definição de Uso Ético e Responsável de Inteligência Artificial”, nos contextos de ensino, investigação e apoio técnico e administrativo, os “Princípios Orientadores”, as “Utilizações Responsáveis da Inteligência Artificial” e as “Ferramentas com Inteligência Artificial no Ecossistema UBI”.
O documento aborda também as “Utilizações Limitadas da Inteligência Artificial” e as “Utilizações Desencorajadas da Inteligência Artificial”, explicitando, neste último caso, um conjunto de “linhas vermelhas” nos contextos de ensino, investigação, gestão e apoio técnico e administrativo.