O Plano de Atividades e Orçamento 2026 da Universidade da Beira Interior (UBI) mereceu a aprovação, por unanimidade, por parte do Conselho Geral (CG-UBI) da instituição. O documento foi apreciado e votado na última reunião do órgão, de 28 de janeiro, e estabelece a estratégia da academia até final do ano, assente no reforço do seu papel na qualificação do país, na coesão territorial, na inovação científica e tecnológica e no desenvolvimento sustentável da região e do país.
Trata-se de mais um passo para colocar o Plano de Ação 2025-2029 da atual equipa reitoral em plena concretização, consolidando o trabalho realizado nos primeiros meses de mandato.
O documento destaca as iniciativas a implementar, fundamentais para o reconhecimento da Universidade enquanto instituição onde é valorizada a qualidade da formação e da experiência estudantil; o reforço da investigação, desenvolvimento e inovação; a internacionalização; a modernização administrativa e a transição digital; a sustentabilidade social, ambiental e financeira; e a valorização das pessoas. Outras ações marcantes para este ano são a melhoria contínua da execução da missão universitária, cobrindo áreas essenciais de ensino, gestão académica, cultura, saúde, desporto, serviços, responsabilidade social e apoio à comunidade.
O ano de 2026 ficará igualmente marcado pelo incremento da liderança participada, com recurso à auscultação e ao diálogo contínuo com toda a comunidade académica.
Ainda na reunião da última quarta-feira, o CG-UBI apelou à integração de critérios de coesão territorial na definição anual do número de vagas a disponibilizar pelas instituições de Ensino Superior públicas.
Os elementos do órgão defendem que a fixação de lugares nos diversos cursos nacionais “deve reassumir uma orientação estratégica que privilegie de forma efetiva as instituições sediadas no Interior do País e de baixa densidade populacional, como instrumento de correção das desigualdades regionais e de promoção de um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável”.
A posição foi assumida na sequência do anúncio da tutela, que autoriza um aumento indiferenciado de até 5% das vagas em todas as instituições, “sem atender de modo suficiente às necessidades específicas dos territórios de baixa densidade nem ao objetivo constitucional da coesão territorial”, refere uma nota do Conselho Geral da UBI.
O mesmo texto salienta que, num passado recente, as decisões tiveram em consideração o objetivo de coesão territorial, permitindo que o crescimento de vagas fosse orientado, de forma diferenciada, para as instituições do Interior, “com resultados positivos e reconhecidos”.
O CG-UBI defende o princípio do modelo anterior, por assentar na importância que têm estas instituições para o desenvolvimento económico, social e cultural do País, que resulta em maior qualificação dos recursos humanos, criação de inovação, coesão territorial e fixação de população, num país que tem registado desigualdades territoriais.
Outro dos pontos da agenda foi a tomada de posse de Ana Paula Nunes de Almeida Alves da Costa, que substituiu Jorge Barata no Corpo de Professos e Investigadores, pelo motivo de aposentação. O docente de Departamento de Ciências Aeroespaciais recebeu mesmo um voto de louvor, por parte do órgão.
Ainda nesta sessão, a proposta de Criação do Centro Interativo de Ciências da UBI foi aprovada por unanimidade e teve luz verde a integração da UBI nos consórcios BlueHealth – IA para Medicina de Longevidade e Precisão e STRATIO Next.