| Código |
17820
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| Ano |
4
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| Semestre |
S1
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| Créditos ECTS |
5
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| Carga Horária |
TP(60H)
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| Área Científica |
Urbanismo
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Objectivos de Aprendizagem |
Reflexão que se centra no projeto urbano contemporâneo, maioritariamente sobre contextos de crise demográfica, como um laboratório para cuidar a partir de noções sobre ferramentas críticas e operacionais essenciais para lidar com a complexa e muitas vezes conflitual construção do projeto de desenho urbano. Os estudantes terão de relacionar múltiplas declinações do espaço público, nomeadamente, morfologia, social, uso, simbólica, entre outras. O objetivo será reunir ferramentas que lhes permitam a capacidade de prefigurar transformações, recorrendo a técnicas de representação e desenho plurais — desde o levantamento descritivo, construção de cenários, projeto urbano ou plano diretor municipal, entre outros. Considerando o atual período de incerteza e as dinâmicas em curso, resultado de decisões humanas, das alterações climáticas e da transição energética, é incontornável encarar novas ecologias urbanas, e novas possibilidades num conhecimento alargado a outras áreas do saber.
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Conteúdos programáticos |
1. Leitura do território, dos elementos que o constituem, das formas de utilização do espaço, das temporalidades que o atravessam e reconhecimento de situações. 2. A pressão atual e futura sobre o território devido mudanças climáticas e as suas consequências no equilibro dos sistemas sociotécnicos, socioculturais e ecológicos. 3. Ações antrópicas prejudiciais à habitabilidade. 4. Ferramentas críticas e operacionais essenciais para lidar com a complexa prática do desenho urbano e territorial. possíveis configurações e protótipos 5. Operar em territórios frágeis e peculiares. A questão social do interior (cada vez menos habitantes, cada vez um clima mais extremo). 6. Infraestruturas de mobilidade e energia, espalhados em áreas dominadas por múltiplos e crescentes riscos ambientais. 7. Formas do território. Os paradoxos e fragilidades emergentes, as oportunidades e os desejos de mudança, as redes de sujeitos ativos e potenciais.
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Metodologias de Ensino e Critérios de Avaliação |
A assunção do discurso reflexivo, criativo e experimental, assim como o entendimento sobre os códigos formais, estruturais e funcionais inerentes ao exercício de arquitetura permitirão uma leitura mais alargada e autónoma sobre a disciplina. Nesse sentido, a unidade curricular é estruturada em aulas teórico-práticas com uma carga semanal de 4 horas. Esses documentos serão alvo de um momento de avaliação por entrega e apresentação oral. As aulas seguem um modelo em que os conteúdos serão expostos por vários convidados e convidadas que lançam temas a cada aula, de modo que os estudantes se sintam inspirados pela prática.
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Bibliografia principal |
1. ASCHER, F., PORTAS, N. (pref.); Novos Princípios do Urbanismo, seguido de Novos Compromissos Urbanos, um léxico, Livros Horizonte, 2. 2010 3. Berger, G., 1966, Phenomenologie du temps et du prospective. Philosophy and Phenomenological Research 26 (4):615-616. 4. European Climate Foundation, Office for Metropolitan Architecture, McKinsey & Company, Kema, The Energy Futures Lab, Imperial 5. College London, Oxford 4 / 4 6. Secchi, B. (2011) ‘La nuova questione urbana: ambiente, mobilità e disuguaglianze sociali', Crios, pp. 83-92. 7. HALL, P.; Cities of Tomorrow. An Intellectual History of Urban Planning and Design in the Twentieth Century, Blackwell, 1990 ([U.12]) 8. KOSTOF, S.; The City Shaped: Urban Patterns and Meanings Through History, Thames and Hudson, 1991 ([U.233])
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| Língua |
Português
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