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Objectivos de Aprendizagem |
A unidade curricular de Projeto I-2 tem como objetivos fundamentais: i) introdução às problemáticas gerais da Arquitetura; ii) construção de metodologias individuais de trabalho; iii) entendimento da ideia/conceito como base essencial do projeto; iv) compreensão das práticas de representação e comunicação da ideia arquitetónica. As competências a adquirir incluem: definir uma ideia-conceito; construir e interpretar um programa; analisar um território e compreender o projeto como síntese entre lugar, conceito e programa; definir estratégias elementares de implantação e volumetria; estabelecer sistemas hierárquicos e relações espaciais (público/privado, interior/exterior); propor materialidades e texturas básicas em coerência com o conceito; dominar processos de representação e comunicação; interpretar e criticar projetos. Estes objetivos são compatíveis com o método de ensino adotado, centrado no atelier de projeto, articulando aulas teóricas, exercícios práticos e debate crítico.
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Conteúdos programáticos |
A unidade curricular de Projeto I-2 desenvolve-se ao longo do semestre através de exercícios de complexidade progressiva. Inicia-se com um exercício de análise de obras de arquitetura, referencias de espaços de habitar/refugio e na sua representação gráfica. Trabalho desenvolvido em grupo de 3/4 alunos. Segue-se o Exercício 1, dedicado ao estudo, análise e aprofundamento de conceitos associados ao tema da habitação como espaço de refúgio, explorados através de estratégias metodológicas diversas, como a representação gráfica, a análise conceptual e uma fase final de carácter propositivo. Trabalho desenvolvido individualmente. Termina-se com o Exercício 2, que consiste no desenvolvimento de um equipamento de complexidade simples, e que se articule com o primeiro exercício, salvaguardando a caracterização do espaço envolvente aos dois volumes.
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Metodologias de Ensino e Critérios de Avaliação |
A avaliação é contínua, integrando apreciações qualitativas no final de cada fase intermédia e classificações quantitativas nas entregas finais, sempre precedidas de discussão crítica dos trabalhos. No final do semestre, procede-se à avaliação global do trabalho desenvolvido, com classificação final aferida com equidade no universo dos estudantes. A avaliação considera a assiduidade, a participação, a regularidade e continuidade do trabalho, a qualidade das propostas e o cumprimento dos objetivos da unidade curricular. A assiduidade mínima obrigatória é de 75%. A unidade curricular não prevê exame, sendo a aprovação obtida exclusivamente através da componente teórico-prática. É possível a melhoria de um exercício, desde que tenham sido entregues todos os trabalhos e obtida uma classificação mínima de 7 valores. Valor de cada trabalho 20% (grupo) 40% (ex1) 40% (ex2)
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Bibliografia principal |
BAEZA, Alberto Campo, A Ideia Construída, Caleidoscópio, Casal Cambra, 2011.BAEZA, Alberto Campo, Pensar com as Mãos, Caleidoscópio, Casal Cambra, 2011.CARERI, F. (2005). El andar como práctica estética. Barcelona: Gustavo Gili. CHING, Francis D. K., Arquitectura: Forma, Espacio y Orden, Gustavo Gili, Barcelona, 1995. MADERUELO, J. (ed.) (2001). Arte público, naturaleza y ciudad. Lanzarote: César Manrique. NORBERG-SCHULZ, Christian, “A Paisagem e a Obra do Homem”, in Arquitectura, no102, p.52. NUFRIO, A. (2008) (org.). Eduardo Souto de Moura. Conversas com estudantes. Barcelona: Gustavo Gili. PALLASMAA, Juhani, Habitar, Gustavo Gili, Barcelona, 2016. PALLASMAA, Juhani, Los Ojos de la Piel, Gustavo Gili, Barcelona, 2006. SILVA, J. A. da (1996). História da Covilhã. Covilhã: José Aires da Silva. TAÍNHA, M. (1994). Arquitectura em questão. Lisboa: AE/FAUTL. ZEVI, Bruno, Saber ver a Arquitectura, Arcádia, Lisboa, 1977. ZUMTHOR, Peter, Atmosferas. Barcelona, Gustavo Gili, Barcelona, 2006.
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