O Clube de Cinema da Universidade da Beira Interior (UBI) promove mais uma sessão do Mostra Cinema Resistência, desta vez com uma série de curtas sobre povos originários, que conta com a presença da realizadora Alexandra Deitos.
De entrada livre, a mostra decorre na Faculdade de Artes e Letras (FAL) (Anfiteatro da Parada), a partir das 18h30 do dia 12 de maio (terça-feira).
Oficina de Kene | Aldeia Arco Íris, de Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin | 2024 | 16 min
A 1ª Oficina de Kene, ocorrida na aldeia Arco-Íris, na Terra Indígena Seringal Independência, alto rio Tarauacá, em setembro de 2024, teve como objetivo registrar o processo e as técnicas de tecelagem com kene, enfocando os momentos essenciais à prática e ao modo de ensino e pesquisa das mulheres huni kuin. Parte dos materiais audiovisuais foram organizados em nove vídeos curtos de 1 a 2 minutos que podem ser assistidos em sequência ou não. Complementarmente recomenda-se a visita ao site da Biblioteca de Kene.
Alexandra Deitos é artista-pesquisadora, doutoranda em Media Artes pela Universidade da Beira Interior e mestra em Ensino de Humanidades pela Universidade Federal do Acre. Sua prática investiga os modos de produção de corpos e territórios das mulheres huni kuin na Amazônia.
Txima Huni Kuin é artista-pesquisadora e liderança de seu povo. É graduada em Linguagens e Artes pela Licenciatura Indígena da Universidade Federal do Acre. Sua investigação é sobre a metodologia das mulheres huni kuin na prática de conhecimento da tecelagem com kene na Amazônia, onde vive.
O que não se esquece?, de Izabelle Louise | 2021, 02 min
As práticas ancestrais de misturar água com ervas têm como objetivo compreender o que se perdeu na memória, mas que pode habitar meu corpo e os corpos daqueles que me antecederam. Ao refletir sobre a precariedade da memória como uma experiência singular, percebo que é possível gerar outros tempos a partir de fragmentos que ainda existem. Em outras palavras, existir no espírito expande o corpo físico para outras temporalidades.
Pés firmes na terra estremecida, de Izabelle Louise, Lauriane Tremembé, Keven Tremembé e Iago Barreto. 2025,16 min
Um filme encantado é um filme Tremembé. Por meio da produção de artistas indígenas das aldeias e de descendentes do povo Tremembé, a obra estabelece uma conexão entre encantamento, ancestralidade, memória e território. O filme foi produzido no território Tremembé de Barra do Mundaú (Itapipoca – CE) e aborda os seres encantados da natureza Tremembé.
Izabelle Louise nasceu entre o mangue e o mar, entre Fortaleza e Itarema (1996, Ceará, Brasil), entre a palavra e a imagem. É cabocla de origem indígena Tremembé e Doutoranda em Belas-Artes pela Universidade de Lisboa, bolsista da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, com período de mobilidade acadêmica na Hochschule für bildende Künste Hamburg.