A Universidade da Beira Interior (UBI) é uma das signatárias de um pacto que abrange a região NUTS II Centro, que visa o reforço de ações de Economia Circular. A iniciativa, dinamizada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), foi lançada oficialmente na quinta-feira, dia 22 de janeiro.
No âmbito do Pacto para a Economia Circular no Centro, a UBI contribui com três ações, que estão em estudo para desenvolvimento, relacionadas com gestão de recursos hídricos, ecoeficiência energética e captura de CO₂. As duas últimas centram-se no aumento da sustentabilidade das instalações da academia e da qualidade de vida da comunidade.

A primeira ação designada por “Tecnologia inovadora para a gestão sustentável de recursos hídricos” visa a monitorização das águas superficiais a montante das estações de tratamento de água (ETA) para abastecimento público nos municípios NUTS III e implementação de tecnologias inovadoras. Desta forma, irá contribuir para a mitigação dos impactos na saúde pública, prevenir riscos naturais e reforçar a capacidade de adaptação às alterações climáticas. A iniciativa tem coordenação de Carla Cruz (docente do Departamento de Química).
A segunda ação – “Instalações de ecoeficiência energética, tendentes à criação de uma comunidade de energia entre a UBI e os Serviços de Ação Social” – proporciona a disponibilização de soluções de ecoeficiência energética e de pontos de carregamento para viaturas elétricas nos terrenos da Faculdade de Ciências da Saúde e da incubadora UBImedical. Estas infraestruturas poderão permitir que a UBI e SASUBI partilhem excedentes de produção, reforcem a autonomia energética e diminuam a fatura económica e a pegada carbónica das várias unidades. Esta ação, de âmbito institucional, é coordenada pela Vice-Reitoria para Património, Infraestruturas e Sustentabilidade, coordenada por Sílvio Mariano.
Como resultado da terceira ação, “Criação de dois bosquetes em terrenos da UBI, como mecanismo de compensação carbónica”, a UBI trabalha no âmbito da economia circular orientada para a compensação carbónica e a valorização ecológica do campus. Os bosquetes – zonas constituídas por árvores e arbustos – a ser instalados em terrenos da UBI (na área florestal junto à Reitoria e em zona contígua ao UBImedical), terão a dupla vantagem de funcionar como sumidouros naturais de carbono, contribuindo para a captura de CO₂ atmosférico e a mitigação das emissões associadas às atividades da universidade. Ao mesmo tempo, promovem a biodiversidade local, melhoram a qualidade do solo e o reforço da resiliência dos ecossistemas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da comunidade. Neste particular, a coordenação é da Vice-Reitoria para a Área Financeira, Modernização Administrativa e Interação com a Comunidade, coordenada por João Leitão.
Aquela que é a terceira edição do Pacto de Economia Circular no Centro reúne 200 entidades, que dinamizam um total de 380 ações propostas. A iniciativa da CCDRC assenta no compromisso, assumido pelas entidades subscritoras, de desenvolvimento de ações que contribuam para uma economia mais circular na região NUTS II Centro. O desenvolvimento deste esforço em prol da economia circular funcionará através de Comunidades de Prática, a serem dinamizadas pela CCDR-C. Neste âmbito, serão promovidas trocas de experiências (através de espaços colaborativos de partilha e disseminação de informação), para a capacitação de todas as entidades públicas, sociais e empresariais envolvidas.
A formalização do Pacto para a Economia Circular no Centro decorreu no dia 22 de janeiro, em Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra. A adesão da UBI implica a implementação e a monitorização das três ações propostas.